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Reportagens e artigos que falam do trabalho do Prof.Marcos Meier
2009-COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA DO SEU FILHO OU ALUNO
| Palestra do Psicólogo e professor Marcos Meier: Como desenvolver a inteligência do seu filho ou aluno. | ![]() |
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| Qui, 18 de Junho de 2009 16:30 |
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Objetivando contribuir com as Entidades Educacionais, a professora Walknéia, RELATÓRIO DA PALESTRA DO PSICÓLOGO E PROFESSOR MARCOS MEIER TEMA: COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA DO SEU FILHO OU ALUNO No dia 27 de abril de 2009, no Colégio Anchieta de Nova Friburgo, a equipe do Colégio Nossa Senhora das Mercês juntamente com outras demais escolas assistiu à palestra ministrada pelo professor de Física e psicólogo, Marcos Méier, cujo tema era: Como desenvolver a inteligência do seu filho ou aluno. O palestrante iniciou com a Teoria da Meditação, mostrando-nos que a qualidade da relação versus interação potencializa a aprendizagem. A seguir, sinalizou o quanto o ambiente pode interferir no desenvolvimento da inteligência. Isso foi concretizado através do exemplo de uma experiência feita com três ratos, sendo o primeiro colocado num local fechado onde a comida ficava próxima a ele; o segundo em um outro lugar também fechado, porém o alimento foi posto de forma que ele necessitasse de algum esforço para obtê-lo; já o terceiro, e último rato, fora preso em um espaço tendo que enfrentar o desafio de um labirinto para conseguir se alimentar .Mas, a cada dia, a comida era trocada de local o que tornava sempre mais difícil tal aquisição. No final de um determinado tempo, os dois primeiros ratos haviam morrido, enquanto o terceiro continuava vivo e bem ativo,tentando achar mais alimento. Essa experiência serviu para nos alertar sobre a maneira como oferecemos ou não desafios às nossas crianças para que possam através de situação-problema desenvolver sua capacidade cognitiva. Marcus Méier destacou também que, embora os 100 bilhões de neurônios da bagagem genética do homem vão-se perdendo ao longo do tempo, o número de sinapses pode ser aumentado mediante as possibilidades de estímulos que se receber. Explicou que a diferença no desenvolvimento da inteligência está na superação, por isso as crianças devem receber estímulos, problemas e desafios para serem resolvidos por elas próprias. Ao estabelecer que a negligência é um crime contra o cérebro e tão prejudicial quanto à superproteção, Marcus Méier diz que esta última limita a capacidade do cérebro. No que se refere à escola e família o nosso palestrante destaca o cuidado que se deve ter ao falar com os pais sobre o desenvolvimento do filho, evitando palavras que diminuam a imagem da criança, mas sim, elogiar o potencial dela e dizer que o mesmo pode ser bem mais trabalhado. Mostrar inclusive como é importante desenvolver a autonomia, fazendo com que a própria criança resolva os seus problemas. Tudo isso deve ser feito sem nenhuma força física. Ressaltou também: “Nós não somos facilitadores da aprendizagem, somos desafiadores das dificuldades.” Foi tratado também da chamada Síndrome da Privação Cultural, ou seja, a criança é privada da própria cultura, pois o mundo não está sendo explicado para ela. Um exemplo disso é quando uma criança de 10 anos, que provavelmente já sabe sistema monetário, mas não lhe foi explicado como isso funciona no seu cotidiano. Portanto, esse conhecimento fica só na teoria e não é interiorizado, Outros exemplos dessa mesma síndrome são os de crianças que ficam sozinhas; as que assistem à televisão o dia inteiro ou aquelas viciadas em vídeo-games. Entende-se então que é imprescindível tempo de mais qualidade para que haja uma boa aprendizagem. Quanto ao papel do professor, Marcos Méier alertou que ele deve procurar, sempre que possível, desenvolver a autonomia do aluno e não tem que lhe ensinar, pois quanto mais o aluno aprende mais ele se apropria da cultura. “O verdadeiro mestre é aquele que ensina autonomia.” Na mesma linha temática o palestrante apresentou-nos as fases da autonomia assim divididas: Anomia - a fase do bebê- não há regras, nem limites; Heteronomia- há excesso de normas, regras, limites que vêm do outro. Autonomia – quando a criança já interiorizou e compreendeu todas as regras Se todas as etapas forem desenvolvidas, a criança já possui autonomia, daí ela consegue ter percepção das coisas, o que torna possível a aprendizagem. Em outro momento, Marcos Méier voltou-se mais para o fator emocional em que ele aborda a falta de afeto como sendo altamente prejudicial tanto para a criança, adultos e inclusive idosos. Explica que a criança necessita de afeto para desenvolver a sua autonomia. Já o adulto, embora precise muito, procura “disfarçar” essa carência afetiva o que não se dá com o idoso, pois esses fazem questão do toque, da proximidade. Quando há falta de afeto, de contato, de amor temos como resultado a depressão. Ao se referir à Educação Infantil, Marcos Méier chamou a atenção dos ouvintes para as áreas (física, emocional e cognitiva) que devem ser trabalhadas no aluno. As sensações – os sentidos – são muito importantes, visto que trazem experiências anteriores, e a aprendizagem da linguagem e da escrita é o efeito colateral. Quanto ao ciclo de aprendizagem, Marcos Méier o distribuiu assim: 1º. ) Aula- memória de curto prazo – a pessoa logo esquece o que foi apresentado. 2º. ) Lição de casa- memória de longo prazo- repetição do que foi explicado em aula 3º. ) Sono profundo- fixação- o que há na memória de longo prazo é fixado durante o sono Um dos itens bem interessantes de se observar foi o de que dever de casa ainda é um dos recursos mais importantes para que a criança possa apreender, pois esse simples hábito de repetição é que vai construir a aprendizagem. Destacou também o hábito de seis semanas de repetição diária. Marcos Méier observou que o adolescente não cria vínculo, para ele tudo é superficial, por isso devemos estar atentos a esse tipo de comportamento. Citou que o trabalho, às vezes, não tem que ter prazer, mas sim, realização Finalizou dizendo que as crianças, hoje em dia, não têm sono profundo, dormem pouco; logo não conseguem ter fixado aquilo que lhes foi explicado durante as aulas. Isso talvez se deva a tantas ocupações ou distrações a que são submetidos. O nosso palestrante deixou claro que a apresentação de uma alternativa melhor não acarreta mudança nem faz as pessoas mudarem, mas sim, quando a dor de permanecer for maior do que a de mudar. Portanto, é mister saber avaliar o que traz mais alegria ou lucro e optar , porém, tratando-se de crianças, adolescentes, jovens, entende-se que o melhor caminho é o professor, pais e todos os envolvidos no processo educacional inteirarem-se do assunto e dar uma orientação melhor e segura àqueles que realmente necessitam.
Professora Walknéia da Rocha Constantino |
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