Marcos Meier


Elogie do jeito certo!

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Elogie do jeito certo.

 

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito  legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

 

“Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. Seus livros são encontrados na loja virtual www.kapok.com.br . Contatos pelo site  www.marcosmeier.com.br

 

 



[1] Notícia veiculada na revista Galileu de jan de 2011.



Natal brasileiro

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Natal brasileiro.

Papai Noel com roupas de inverno, árvores de natal com neve, enormes meias de lã penduradas ao lado da lareira em pleno verão brasileiro? Em nome da tradição natalina ninguém ousa falar do absurdo. É proibido “estragar” o clima festivo com críticas. Pela mesma razão não se fala mais do aniversariante e de sua mensagem de amor e de esperança.

Falamos de presentes, de ái-póde, ái-péde, ái-fone, ái-ái-ái. Fazemos listas de presentes, pedidos, damos indiretas para que comprem o que desejamos. Preenchemos cupons com nosso endereço na esperança de ganhar aquele carrão que o shopping da cidade está sorteando. E as maquininhas para pagamentos online não param de cantar a melodia do lucro.

Enquanto isso, pessoas muito próximas a nós estão vazias. Sonham com um convite para o jantar do dia 24 ou para o almoço do dia 25, mas não o recebem. E a solidão fará companhia com a falta de sentido e preencherá suas vidas. E nós continuaremos a rir das crianças com seus novos presentes eletrônicos que as mantém apáticas e passivas.

Tem muita coisa errada em tudo isso.

Mas ao invés de ficarmos amargos, críticos, chatos e levantar bandeiras anti-comércio, que tal darmos sentido a tudo isso? Convide pessoas a sua casa, dê presentes a quem não pode retribuir, abrace, cante, vá a uma igreja festejar o aniversário de Jesus, ajude alguém que não espera mais nada de ninguém. Perdoe. Ame.

Talvez você nem imagine o efeito que pequenas atitudes podem ter na vida de pessoas simples. Provavelmente elas agradecerão a Deus por você ter aparecido na vida delas e pedirão a Ele que sua vida seja abençoada. E esse será seu maior presente. E sua alegria será contagiante enquanto os milhares de papai-noéis continuarão a suar debaixo das roupas vermelhas.

Que seu natal seja feliz e repleto de sentido.

Marcos Meier

Não existe bala perdida

Coluna publicada no site da CBN: www.cbncuritiba.com.br

Matemática Transcendente

Texto publicado em livro apresentando curiosidades Matemáticas na Bíblia. Algumas evidências matemáticas são tão raras que estatisticamente seriam impossíveis de terem surgido "por acaso" no texto bíblico.
 

Meu filho me Bateu

Texto publicado na revista Afonso Pena Hoje, 2007

Violência e Agressividade

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Todo Mundo no Chão

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Superego Nacional

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Solidão

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Produção Acadêmica

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

O porteiro do meu prédio

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Natal sem Significado

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Guardar raiva dá Câncer

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Foi só uma pergunta de criança

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Educação no Brasil

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Dicas para realização de uma palestra

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

A escola certa para seu filho

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Ano 2108

Coluna publicada no site da CBN:  www.cbncuritiba.com.br

Bullying nas Escolas

 

Agressão nas Escolas - o bullying (Marcos Meier)

 Se você tem filhos em idade escolar certamente tem ouvido muito a palavra “BULLYING”. Mas afinal, você sabe exatamente do que se trata? E como agir diante dele? Preparamos um pequeno guia, com perguntas e respostas práticas sobre esse assunto, tão em voga na atualidade. Boa leitura!

Lição de Casa

Artigo publicado na revista Viver Curitiba, maio 2010

"A feminilização do ambiente da pré-escola."
MEIER, Marcos. "A feminilização do ambiente da pré-escola." Revista Profissão Mestre. n. 52, janeiro, 2004, p.12-14.
"Autoestima", revista Viver

Artigo publicado na revista Viver, de Curitiba, em abril de 2010, com o tema: "Como Ajudar seu Filho a ter uma Autoestima Saudável".

WHAT THE STUDENTS THINK ABOUT MEDIATION
AN ARTICLE ABOUT A RESEARCH OF THE CHARACTERISTICS OF AN EXCELLENT TEACHER What are the main characteristics of a teacher and his/her pedagogic actions which make his/her work more effective? - What is there in the interaction between the teacher and the student that facilitates the students’ learning? - Do the students notice the existence or absence of these characteristics in their teachers?


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